Endividados aumentam em janeiro e consumo diminui

  • 07/Fev/2017

O comércio de Goiânia deve voltar a aquecer somente a partir de maio. Por enquanto, o que se pode verificar na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, é que o número de endividados aumentou.

Goiânia tem hoje mais de 137 mil pessoas com dívidas. Destas 88,4 mil estão com contas em atraso e 52 mil não terão condições de pagar. “Sem recursos e com dívídas, o consumo diminui e a confiança do empresário também”, é o que a afirma o presidente da Fecomércio-GO, José Evaristo dos Santos. (Veja mais na ICEC)

A inadimplência em janeiro foi 10 pontos percentuais maior do que a verificada em dezembro de 2016, quando menos de 136 mil goianienses tinham dívidas. Ainda com 27,4% do total da população endividada, Goiânia tem um percentual menor que o Brasil, cuja pesquisa nacional mostrou que esse índice chega a 55,6% têm alguma pendência para pagar.

Os principais tipos de dívidas são: cartão de crédito, com 68% das respostas, seguidas pelo crédito pessoal, com 24,1%. Outro número alto é o percentual das famílias goianienses que possuem contas com atraso: são 64,4%. O índice aumenta quando as famílias entrevistadas possuem renda até 10 salários mínimos: 68,5%. E, ao contrário do que se pensa, as famílias com renda superior a 10 salários mínimos são a maior parte (63,6%) que afirmam não ter condições de pagar as contas atrasadas.

A pesquisa mostra que 71,5% dos entrevistados têm dívidas com atraso de mais de 90 dias e que 55,5% pode demorar mais de um ano para quitar as contas. Pensar um pouco antes de consumir é essencial para que não haja grande comprometimento do salário. A PEIC mostra que 45,7% das famílias têm de 11% a 50% do salário comprometido com dívidas e 18,2% dos que responderam as perguntas terão que gastar mais de 50% da renda com o pagamento de contas.

José Evaristo afirma que o consumo deve aumentar em maio por causa do início da temporada de datas comemorativas como Dia das Mães e Dia dos Namorados. “Até lá espera-se que ocorra uma queda significativa da taxa de juros, o momento político esteja mais controlado e que o crédito fique mais facilitado”, diz.

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