"Mais reformas são necessárias", diz presidente da Fecomércio

  • 13/Ago/2019

Em entrevista para o jornal do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Marcelo Baiocchi diz confiar no presidente Jair Bolsonaro e no governador de Goiás Ronaldo Caiado. Também analisa que a reforma tributária trará benefícios mais rápidos do que a da Previdência. Confira.

O ano de 2019 começou com novidades no plano político tanto na esfera federal como estadual, com as posses do presidente Jair Bolsonaro e do governador Ronaldo Caiado. Qual a avaliação do sr. sobre os primeiros seis meses de mandato dos dois mandatários?
Toda mudança traz muito desconforto. O presidente Jair Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado mudaram o status quo estabelecido por pessoas que estavam no poder há mais de 15 anos . É natural que enfrentem o que estava estabelecido. Mas ambos estão fazendo o melhor para Brasil e Goiás, e confio que no final do mandato deles, estaremos bem melhor.

Quais as expectativas da Fecomércio sobre o desempenho da economia neste ano?
Teremos efeitos apenas a médio e longo prazos com a reforma da Previdência, mas a reforma tributária que virá terá efeito mais imediato. Outras reformas estruturantes, entretanto, são necessárias para que o Brasil reaja e volte a crescer com vitalidade. O momento não é tão bom, mas acreditamos que o país será outro depois que essas reformas necessárias sejam executadas.

A Reforma Trabalhista está caminhando para completar dois anos de vigência, trazendo mudanças significativas nas relações de trabalho e também no mundo sindical, como o fim da contribuição sindical compulsória. Qual o balanço que o sr. faz sobre a reforma e sobre os impactos dela na vida dos sindicatos?
Na área trabalhista essa reforma foi uma das maiores e melhores ações que já puderam ser executadas por um governo. O ex-presidente Michel Temer executou muitas ações importantes e uma foi a trabalhista. Ainda precisamos reformar e melhorar ainda mais as relações trabalhistas, diminuindo áreas de conflitos entre trabalhador e empregador. Precisamos sempre de menos governo e mais negócios e empregos, mais liberdade nas relações de trabalho. Já o fim das contribuições sindicais foi um grande baque para o sistema sindical, mas que, apesar de tudo, está demonstrando quais as entidades realmente prestam serviços aos seus filiados. É um mal necessário para que as boas entidades se estabeleçam.
 
Qual a avaliação do sr. sobre iniciativas como o Olho na Bomba, do Ministério Público?
A iniciativa é positiva e é salutar que o consumidor tenha informações sobre preços. Quanto mais formas de informação para o consumidor, melhor, até porque é ele que faz a máquina do comércio funcionar. No entanto, isso não pode ser uma iniciativa feita sem discussão, até para que o próprio mercado abrace a ideia. Uma ação coercitiva e que desconsidera medidas já adotadas no mesmo sentido traz, naturalmente, uma reação contrária.

O Sindiposto está em tratativas com o Senac Goiás para a realização de cursos de qualificação para o setor da revenda. O que os empresários do segmento podem esperar dessa parceria?
É uma parceria positiva, onde o segmento de revenda vai ganhar muito, visto que o Senac é um grande formador de mão de obra para o comércio, serviço e turismo. Iremos por meio do Sindiposto e junto com o presidente Márcio Martins de Castro Andrade, estabelecer cursos de interesse do segmento, qualificando novos servidores e aprimorando os que já estão trabalhando no setor. Com certeza todos ganharão, principalmente as empresas filiadas ao Sindiposto.
 
 

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