Goianiense consumirá com cautela nos próximos meses

  • 17/Set/2018

Segundo dados divulgados, nesta segunda-feira (17/09), pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), em agosto, por causa do crescimento do endividamento e da atual conjuntura econômica brasileira, o consumo das famílias será realizado com cautela. As pesquisas são desenvolvidas, mensalmente, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

 A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aumentou de 95,6 pontos em agosto de 2017 para 99,5 pontos em agosto de 2018.  A pesquisa é realizada com base em pontos que variam de 0 a 200, em que até 100 pontos indica insatisfação e acima de 100 pontos indica o grau de satisfação.

O total de endividados encontrado na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor também cresceu, passando de 33,8% para 51,5% no mesmo período, mas Goiânia segue sendo a capital com o menor índice de famílias endividadas.

Segundo o economista Flávio Guerra, o cenário brasileiro atual ainda não dá tanta segurança ao consumidor. “As pessoas não estão seguras em relação ao emprego, a perspectiva profissional está estática e a renda da população está comprometida, portanto, o consumo da população será cauteloso”, explica.

O cartão de crédito e os carnês seguem como vilões para o goianiense quando o assunto é endividamento. Segundo o levantamento, o cartão de crédito é o responsável por 77,9% das dívidas contraídas pelos goianieses ouvidos, seguido dos carnês (17,5%) e do cheque especial (11,1%). 

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio passou de 113,6 pontos para 110,4 pontos, sofrendo uma queda de 2,8%. Esta confiança está pautada pelos números de endividamento e inadimplência, na intenção de consumo, mas sobretudo no rumo político que o Brasil está levando.  "Eleição é um grande ponto de interrogação que nós temos. Já começamos a observar preço de dólar, por exemplo. Então, se eu já tinha um problema técnico em economia, ainda tem esse agravante em relação à dúvida que vem junto com as eleições", conclui o economista da Fecomércio Goiás, Flávio Guerra.
 

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